quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Amizade...


Hum, o que falar de um sentimento tão inesperado e tão especial ?

Amizade não começa do nada, Não mesmo jamais !

Eu tenho uma lei na minha vida, e aqui esta ela : eu tenho vários colegas mais amigos eu posso contar nos dedos que no Maximo vou achar 10. Eu já fui do tipo que confia sem ao menos conhecer, e foi ai que eu me dei mal, muito mal mesmo, essas pessoas que eu confiei demais me deram as costas quando eu mais precisei e ainda me disseram que só me fizeram de idiota para conseguir mais status.

Bom hoje eu tomo muito cuidado para não me precipitar e escolher as pessoas erradas pra confiar, e ai vai uma dica para vocês também, analise e não saia aceitando a amizade de graça de ninguém, por que por trás de uma carinha amigável tem sempre um vilão esperando para dar o bote e te deichar na pior :D

Ser fã ...


Ser fã é ter uma pessoa como referencial. Não é bem escolha, pois o fã simplesmente gosta de ver seu artista. Fica parado, encantado apenas por presenciar uma apresentação. Sem as vezes nem mesmo saber o porque de gostar tanto daquele alguém que nunca lhe dirigiu uma palavra.

Ser fã é perigoso. Pode ser idolatrar alguém que é tão humano quanto você. Existem pessoas que simplesmente vivem por seus artistas. Têm tudo sobre o tal eleito, respiram a vida alheia e as vezes acabam esquecendo de viver suas próprias vidas.

Esse amor de fã pode suprimir seu amor-próprio e tornar-te obcecado por outro alguém que é tão humano quanto você.

Principalmente porquê no meio artistico quase todos levam uma vida banal. Na TV fazem que amam a todos, sempre sorridentes e gentis. Já pessoalmente desprezam seu próprio público. Seus fãs ficam a mercê de pessoas que os usam apenas para gerar receita e glamour. Por isso não é natural que deixemos de viver a nossa vida por outro.

Ao mesmo passo, é fascinante você ver alguém e sentir que gosta tanto quanto se fosse da sua própria família. Você passa a torcer pela felicidade dessa pessoa. Num gesto de generosidade, um fã é capaz de orar sempre para que Deus abençoe alguém que nem sabe que ele existe. É um tipo de amor puro. Um amor dedicado, sincero, que nasce do sorriso desse alguém que te cativa a distância. Parece coisa de alma!

A mim me encanta alguém muito especial. Não sou um fã louco de ficar correndo atrás do artista que admiro. Gosto de perceber as pessoas, de ir me envolvendo aos poucos, até perceber que estou apaixonado. Nesse ínterim descobri além de uma artista fantástica, um ser humano maravilhoso.

Vejo um carinho pelos fãs que não consigo perceber em outro artista atualmente. Bacana saber que após os seus shows, ainda fica horas recebendo pessoas no camarim. Seu blog é muito mais para interação com o público que para ganhar dinheiro (embora também seja para isso). Fica perceptível que não é apenas o trabalho de uma assessoria de imprensa, mas um gesto de carinho para tentar retribuir o tanto que as pessoas fazem por amor. Os posts são pessoais, períodicos e cheios de particularidades.

Sua vida é tão aberta aos seus fãs que quem não conhece pode achar que é puramente uma super-exposição. Mas a sinceridade do olhar e o tom das palavras mostram que é apenas vontade de permitir que de certa forma as pessoas estejam mais presentes.

Seu carinho e respeito com seu público ficou eternizado em uma linda canção, composta por um fã. Interpretada com o sentimento de quem captou o amor que continha cada verso.

Hoje, é lindo perceber que a juventude ainda pode ter bons referenciais. Mesmo num mundo com tanta coisa descartável...

Seu casamento, seu filho recém-chegado, seu carinho por sua familía, por seus fãs, e seu amor por Deus legitimam minha admiração. Gosto em particular do seu jeito de falar sempre colocando Deus e Jesus como decisores de sua vida.

Hoje a conheci mais um pouquinho. Acabei me inspirando a escrever todas essas linhas, depois que conheci um pouco mais do seu amor pelo seu público e sua devoção a Deus.

Por isso tudo, sou fã e fico feliz por saber que o meu gostar não é direcionado ao vazio e sim a um ser humano muito especial.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

AMOR...


Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê. O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.


E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.

Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.